segunda-feira, 28 de agosto de 2017

desesperos ocasionais

 Estou a sentir-te de novo. Ainda me magoas. Pensei que se te ignorasse, se te passasse por cima, poderias simplesmente, e eventualmente, desaparecer. Queimar-te não funcionou, pensei que enterrar-te seria a solução. Tal força tens tu! Consegues sempre levar mais um pouco de mim sempre que voltas.
 Eu não fiz nada. Eu continuo a saber que não mereço o que me trazes. Principalmente agora, eu não merecia. Porque é que me continuas a perseguir? Eu já percebi que a vida é boa, mas também é difícil. Quando é difícil leva-me toda a saúde mental que sentia ter armazenada no meu cofre. É tão difícil manter-me estável se continuas a tentar derrubar-me. Fazes-me perder o equilíbrio com apenas um sopro.
 Ainda não te resolvi, mas não me quero ter de preocupar mais contigo. Gosto do que fui durante estes últimos meses, apesar de estares sempre à espreita, consegui ignorar-te e ver a beleza em redor. Senti felicidade. Saboreei a liberdade. Desafiei-me sem noção.
 Vamos voltar. Transforma-te, rende-te ao que sou sem ti. Sou tão mais do que aquilo que me permites. Deixa-me mostrar-te o quão bom pode ser. Alia-te a mim. Corre comigo e eu prometo dar-te toda a importância que mereces. Vamos ser felizes.


Porque agora podes até pensar que a tua felicidade se reflete na minha miséria. Enganas-te. Vou mostrar-te o contrário.
-inêspais.