domingo, 26 de novembro de 2017

desesperos ocasionais (parte II)

 Por favor não voltes. O tempo que passei sem ti e sem o buraco negro deram-me esperança. Pude olhar em redor com uma nova visão. Perdi a noção das camadas e reparei em todo o mundo que sempre esteve em mim e em meu redor.
 Não me leves contigo de novo. Era suposto estar tudo bem. Todos os ingredientes para uma leveza contínua estão presentes. Pensei que te tivesses transformado. Cheguei mesmo a pensar que te eliminei, ou que te eliminaram de mim.
 Já não tenho mais soluções. Não tenho mais hipóteses nem teorias. Se o sonho não é suficiente, a espontaneidade, a leveza e a distração também não te levaram, talvez não haja força alguma que te consiga levar de mim. Talvez não exista nada que te impeça de me arrastares para o único sítio que peço para não voltar a imaginar.

Não me tires a vida. Não de novo.
-inêspais.